Selena Gomez diz que vape com nicotina mudou sua voz e faz alerta sobre os riscos

Selena Gomez diz que vape com nicotina mudou sua voz e faz alerta sobre os riscos

Cantora contou que usou vape com frequência, relatou dificuldade para abandonar a nicotina e afirmou que o hábito alterou sua voz; especialistas alertam que os efeitos do cigarro eletrônico vão além das cordas vocais

A cantora e atriz Selena Gomez, de 34 anos, revelou que usou vape com nicotina com frequência e afirmou que o hábito mudou sua voz.

O relato foi feito em um vídeo publicado nos Stories do Instagram no último domingo, 18 de outubro de 2026. Selena contou que já parou de usar o dispositivo, mas reconheceu que abandonar a nicotina tem sido difícil.

Selena diz que nicotina foi difícil de abandonar

No vídeo, a artista afirmou que vaporizava nicotina “muito” e disse que não acredita ser possível recuperar completamente a voz que tinha antes.

Ela aproveitou o relato para desencorajar seguidores a começarem a usar vape e classificou o hábito como algo que “não vale a pena”.

Selena também comemorou o fato de ter conseguido parar e disse que espera continuar longe da nicotina.

Mudanças na voz já haviam chamado atenção

Antes de associar as alterações vocais ao vape, Selena já havia sido questionada por fãs sobre mudanças em sua voz.

Em dezembro de 2025, ela comentou durante uma transmissão ao vivo que, em algumas ocasiões, sua garganta apresentava inchaço interno. Na época, porém, não relacionou diretamente o problema ao uso de nicotina.

Agora, a cantora atribuiu parte da mudança ao histórico de uso frequente de vape.

Vape pode realmente alterar a voz?

Há evidências de que o uso de cigarro eletrônico pode provocar ressecamento, irritação das vias aéreas, tosse, desconforto respiratório e piora da qualidade vocal.

No entanto, pesquisadores ainda não têm evidências conclusivas para determinar exatamente até que ponto o vape provoca alterações permanentes na voz de uma pessoa.

O aerossol inalado pode irritar tecidos da garganta e da laringe, afetando estruturas importantes para a produção da voz.

Para cantores, professores e profissionais que dependem diretamente da fala, alterações recorrentes na garganta podem ter impacto ainda maior.

Cigarro eletrônico não produz apenas “vapor de água”

Um dos principais equívocos relacionados ao vape é a ideia de que o dispositivo libera apenas vapor.

Na verdade, os cigarros eletrônicos aquecem um líquido e produzem um aerossol que pode conter nicotina, partículas ultrafinas, compostos orgânicos voláteis, metais pesados e outras substâncias potencialmente prejudiciais.

Entre os metais identificados nesses aerossóis estão níquel, estanho e chumbo.

Nicotina causa dependência

A maioria dos cigarros eletrônicos contém nicotina, substância considerada altamente viciante.

A dependência ocorre porque a nicotina atua no sistema de recompensa do cérebro, estimulando a liberação de neurotransmissores associados à sensação de prazer e satisfação.

Com o uso frequente, o organismo pode desenvolver tolerância, fazendo com que a pessoa precise consumir nicotina com maior frequência para obter os mesmos efeitos.

O CDC destaca que a nicotina presente nos cigarros eletrônicos pode provocar dependência assim como outros produtos derivados do tabaco.

Jovens estão entre os grupos de maior preocupação

O uso de cigarros eletrônicos por adolescentes e adultos jovens preocupa especialistas porque o cérebro continua se desenvolvendo até aproximadamente os 25 anos.

A exposição à nicotina nesse período pode afetar áreas envolvidas em atenção, aprendizado, memória, humor e controle dos impulsos.

Por essa razão, autoridades de saúde recomendam que jovens e pessoas que nunca utilizaram produtos de tabaco não comecem a usar cigarros eletrônicos.

Vape também pode afetar os pulmões

Os efeitos não se restringem à garganta ou à voz.

Partículas presentes no aerossol podem alcançar regiões profundas dos pulmões, provocando irritação e inflamação.

O CDC alerta que o aerossol de cigarros eletrônicos pode conter partículas ultrafinas e substâncias potencialmente prejudiciais ao sistema respiratório.

Pesquisas continuam avaliando os efeitos de longo prazo, já que os cigarros eletrônicos são relativamente recentes quando comparados aos cigarros convencionais.

Há pesquisas sobre possíveis riscos de câncer

A relação entre vape e câncer ainda está sendo estudada.

Em junho de 2026, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer destacou um estudo com milhões de pessoas que já haviam fumado cigarros convencionais. Os resultados sugeriram que continuar usando cigarros eletrônicos depois de abandonar o cigarro tradicional pode reduzir parte dos benefícios da cessação em relação ao risco de câncer de pulmão e mortalidade.

Os próprios pesquisadores, porém, destacam que ainda existem importantes lacunas de conhecimento e que são necessários mais estudos de longo prazo.

Vape é menos nocivo que cigarro comum?

O aerossol do cigarro eletrônico geralmente apresenta menos substâncias tóxicas do que a fumaça produzida pela combustão do cigarro convencional.

Isso, porém, não significa que seja seguro.

O CDC afirma que os cigarros eletrônicos não devem ser usados por pessoas que nunca fumaram e que nenhum produto de tabaco pode ser considerado livre de riscos.

Para adultos fumantes, a substituição completa do cigarro convencional por determinados dispositivos pode reduzir a exposição a algumas substâncias tóxicas, mas isso não torna o vape inofensivo.

Cigarro eletrônico não é aprovado como tratamento para parar de fumar

Nos Estados Unidos, nenhum cigarro eletrônico foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) como medicamento para cessação do tabagismo.

Autoridades de saúde ressaltam que ainda são necessários mais estudos para determinar com precisão sua eficácia e seus riscos quando utilizados com esse objetivo.

Métodos com evidências mais consolidadas incluem acompanhamento médico, aconselhamento comportamental e medicamentos específicos quando indicados.

Relato de Selena reforça discussão sobre dependência

Selena disse estar satisfeita por ter interrompido o uso e reconheceu publicamente a dificuldade associada à dependência de nicotina.

O relato chamou atenção justamente porque a artista possui uma carreira que depende diretamente da voz e utiliza suas redes sociais para conversar com milhões de seguidores.

Embora não seja possível afirmar que todas as mudanças vocais relatadas por Selena tenham sido causadas exclusivamente pelo vape, o cigarro eletrônico pode provocar irritação e outros efeitos sobre as vias respiratórias, além de expor o usuário à nicotina e a diferentes substâncias potencialmente prejudiciais.